segunda-feira, 23 de junho de 2008

EUA podem abrir seu mercado para etanol brasileiro

As enchentes no meio-oeste dos EUA causaram um grande aumento no preço do etanol americano, feito de milho, o que cria uma oportunidade para o etanol brasileiro, à base de cana-de-açúcar, entrar mais livremente naquele enorme mercado. Se a tarifa de 54 por cento sobre o barril do etanol brasileiro for removida, uma onda de investimentos pode chegar ao Brasil e a outros países sulamericanos.

Dois senadores americanos, Dianne Feinstein, democrata da Califórnia, e Judd Gregg, republicano de New Hampshire, apresentaram projeto de lei para reduzir a tarifa sobre o etanol de cana-de-açúcar com o intuito de baixar os preços do etanol nos EUA.

Segundo Antônio Pádua Rodrigues, diretor técnico da União Nacional das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), o Brasil poderia exportar aproximadamente 2 bilhões a mais de etanol se as tarifas forem eliminadas, e 1 bilhão a mais se as tarifas forem reduzidas.

O país espera exportar aproximadamente 4,8 bilhões de litros de etanol esse ano. A maioria do combustível exportado pelo Brasil tem por destino os EUA, seja por exportação direta, seja indiretamente, por meio de países caribenhos, que gozam de isenção tarifária em relação aos americanos.

O etanol de milho é vendido nos EUA a U$ 2,80 o galão, enquanto que o etanol de cana-de-açúcar brasileiro poderia ser vendido, sem tarifas, a U$ 1,87. Enquanto o preço do etanol de milho tem aumentad, o etanol brasileiro tem se tornado cada vez mais competitivo.

Resta saber se o lobby a favor do etanol de milho vai permitir que a proposta dos dois senadores americanos se concretize.

A matéria original pode ser lida em The Wall Street Journal.

Um comentário:

Anônimo disse...

ok. Denise