quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Brasil e o controverso acordo com o Irã

No mês de maio os principais jornais e revistas americanos destacaram o acordo assinado pelo Irã, mediado por Brasil e Turquia. O acordo estabelece o envio pelo Irã de 1.200 quilos do seu urânio enriquecido a 3,5%, para ser trocado por urânio enriquecido a 20%. A troca seria feita na Turquia sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo os Governos do Brasil e da Turquia, o acordo atende às exigências feitas pelos países membros do Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos da América argumentam que o Irã tenta ganhar tempo para conseguir a tecnologia necessária para a produção de armas nucleares.

O The Economist, em artigo publicado no dia 20 de maio, faz a pergunta: "Teriam Brasil e a Turquia ajudado a resolver a iminente crise nuclear, ou piorado a situação?" O artigo destaca que o estoque de urânio do Irã aumentou consideravelmente desde a proposta do acordo formulada em outubro, e fomenta a ideia que o acordo assinado é inócuo no sentido de impedir que o Irã continue a enriquecer o urânio. Explica que os termos acordados são vagos e não explicam como o enriquecimento se dará tendo a Turquia como guardiã do estoque. Aduz que as tentativas de conversa com o Irã parecem não chegar a nenhum lugar, mas que o acordo pode dividir o Conselho de Segurança da ONU e impedir que novas sanções sejam aplicadas, ou seja, Mr. Ahmadinejad would be the winner.

Fica a pergunta: Será?

A notícia original pode ser lida no The Economist.

Um comentário:

DD disse...

voce viu o artigo do samuel pinheiro guimaraes no valor sexta passada?